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Serra de Montejunto, também localmente conhecida como Serra da
Neve, desperta desde há muito um fascínio especial nas populações
desta região. Outrora chamada de Monte Sacro, encerra em si mesmo,
lendas, histórias e tradições, perpetuadas ao longo
de sucessivas gerações, e que os mais velhos ainda contam,
com um olhar de mistério e fantasia |
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| Caracterização Biofísica Erguendo-se
abruptamente entre o litoral e o vale do Tejo, ocupa parte dos concelhos
de Alenquer e do Cadaval, a Serra demarca-se da paisagem envolvente, pela
sua altitude e imponência, mas também pela singularidade
das suas características naturais.A sua essência calcária,
sujeita a um longo e peculiar processo erosivo, deu origem a um conjunto
de formações geológicas, (escarpas, cascalheiras,
campos de lapiás, dolinas, grutas e algares), que marcam fortemente
a paisagem.Nesta “ilha” de rocha calcária, de contrastes
climáticos acentuados, é ainda possível encontrar
uma riqueza florística importante, onde existem algumas espécies
vegetais significativas, do ponto de vista da conservação
da natureza. |
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As florestas na Serra de Montejunto As
florestas são algo mais do que um simples conjunto de árvores.
No seu seio vive uma importante comunidade animal e vegetal que se relaciona
entre si. Das extensas matas outrora existentes nesta Serra, restam apenas
pequenas manchas de Carvalhos, Sobreiros e Loureiros. Os povoamentos de
Pinheiros, Cedros e Castanheiros são fruto das sementeiras e plantações
realizadas pelos Serviços Florestais desde o inicio do século
passado, e que tem vindo a ser dizimados pelos sucessivos fogos florestais.
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O Homem e a Serra A
evolução da ocupação humana, encontra-se bem
documentada nas grutas necrópoles, da Salvé Rainha e do
Bom Santo, bem como nos castros de Pragança, Rocha Forte e S.Salvador.
Também o património religioso é significativo, de
onde se destacam os Conventos Dominicanos (Séc. XIII), o Convento
de Nossa Senhora da Visitação (Séc. XVI), a Ermida
de S. João Baptista e a Capela de Nossa Senhora das Neves, sendo
ambas local de romarias ancestrais por parte das populações
das aldeias das redondezas, nomeadamente de Cabanas de Torres e de Pragança. a) A conservação da Natureza e a valorização do património natural da serra de Montejunto como pressuposto do desenvolvimento sustentável; b) A promoção do repouso e do recreio ao ar livre, em equilíbrio com os valores naturais salvaguardados. |
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O Centro de Interpretação Ambiental Da Serra De Montejunto O Centro de Interpretação Ambiental da Serra, localiza-se na Quinta da Serra, na antiga Casa do Guarda Florestal, que foi recuperada e adaptada para as suas novas funções. Este Centro dispõe de uma exposição permanente, onde são abordadas os diferentes aspectos relativos ao património natural e cultural da região, podendo também serem aqui visitadas várias exposições temáticas, ao longo do ano. Encontra-se também equipado com as novas tecnologias multimédia, que permitem uma maior interactividade com o visitante, em particular com os grupos escolares que aqui acorrem. O
Centro de Interpretação é uma infraestrutura central
da Área Protegida, e em todo o circuito de visitação
da Serra. Pretende ser um ponto de encontro, onde se possa conhecer e
interpretar o valioso património existente em Montejunto. Por isso aguardamos pela sua visita, lá no cimo da Serra, por entre o verde dos pinheiros e sombra dos castanheiros. |
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Centro
de Interpretação Ambiental da Serra de Montejunto |
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